O diagnóstico precoce do Transtorno do Espectro Autista (TEA) é fundamental para a promoção de melhores desfechos no desenvolvimento infantil, especialmente quando realizado nos primeiros anos de vida, período de maior neuroplasticidade cerebral.
A identificação inicial frequentemente depende da observação de sinais precoces, como alterações na comunicação, na interação social e nos padrões de comportamento. Os pais, na maioria das vezes, são os primeiros a perceberem os sinais de TEA em seus filhos. A participação dos pais como parceiros ativos no processo diagnóstico é fundamental. A escuta atenta das preocupações parentais qualifica a avaliação e favorece encaminhamentos mais assertivos.
No processo de reabilitação, a atuação dos pais torna-se ainda mais estratégica. Abordagens contemporâneas em TEA enfatizam intervenções centradas na família, reconhecendo que os pais e cuidadores são mediadores essenciais das experiências de aprendizagem no cotidiano. Quando orientados e capacitados, os pais ampliam as oportunidades de estimulação em contextos naturais, favorecendo a generalização das habilidades comunicativas, sociais e adaptativas.
Além disso, a responsividade parental, caracterizada por sensibilidade e adequação às iniciativas da criança constitui um importante fator associado ao progresso terapêutico. O fortalecimento da parceria entre profissionais e família, associado à oferta de suporte emocional e psicoeducacional contínuo, potencializa os resultados das intervenções e favorece a construção de um cuidado integral, centrado nas necessidades da criança e de sua família
Convido vocês a seguirem a página do Família Tea Bauru (@familiateabauru) e da Dra. Dionísia (@lian.fob.usp), onde atuo profissionalmente.
Dionísia Lamônica
Professora Titular do Departamento de Fonoaudiologia da FOB-USP
Coordenadora do Laboratório de Investig. das Alterações do Neurodesenvolvimento (LIAN)
Instagram: @lian.fob.usp


